terça-feira, 11 de junho de 2013

Alimentação adequada para quem tem doenças reumáticas

O texto de hoje é da minha amiga Janaína, nutricionista. Ela preparou uma publicação especial sobre como deve ser a alimentação de quem sofre de doenças reumáticas. Espero que gostem!

Alimentação nas doenças reumáticas

As doenças reumáticas incluem centenas de diferentes manifestações, caracterizadas principalmente pelos sinais de dor, inflamação, degeneração e inchaço das articulações.

As causas da maioria das doenças reumáticas permanecem desconhecidas. Porém, sabe-se que o padrão alimentar e o estado nutricional do indivíduo influenciam na intensidade dos sintomas. Por isso, o tratamento nutricional acabou se tornando um coadjuvante no tratamento geral dessas enfermidades.

Quando falamos em doenças reumáticas, pensamos nas mais conhecidas, a artrite reumatóide e a artrose. Em geral, o paciente que tem artrite reumatóide deve priorizar uma alimentação variada, contendo arroz, feijão, frutas e verduras frescas, carnes mais magras, leite e queijos mais brancos, alimentos integrais, com menos açúcar e produtos industrializados.

Também é indicado o consumo de ômega-3, pois ajuda a diminuir a agressão da inflamação. A linhaça e peixes, como atum e sardinha, são as principais fontes. Estudos indicam que a ingestão de alguns micronutrientes ajuda no tratamento da artrite reumatóide aguda e crônica. Entre eles temos o boro, mineral contido nas frutas secas (principalmente a ameixa seca), nas hortaliças e leguminosas, a vitamina B3, presente no amendoim, açafrão em pó, peixes oleosos, ervilha e o cobre, que é encontrado nos pães e cereais integrais, frutos do mar, folhas verdes escuras e miúdos.Também, pacientes com artrite reumatóide parecem apresentar maiores necessidades de piridoxina, uma vitamina contida em alimentos como: batata, abacate, banana. 

Já na artrose, a principal diretriz do tratamento nutricional é a prática de uma alimentação balanceada, a qual promova e mantenha um peso do corpo adequado. Uma alimentação altamente calórica leva à obesidade, e esse excesso impõe uma carga adicional às articulações que suportam o peso, sobrecarregando e desgastando os joelhos, os pés, os quadris e a coluna. Uma dieta com mais alimentos integrais, vegetais crus, com menos açúcar e produtos industrializados apresenta bons resultados. Alguns estudos indicam que a ingestão de antioxidantes reduzem o risco de progressão da doença, como as vitaminas C, E e beta-caroteno. Vitamina D, B6, ácido fólico, cálcio e ômega-3 também são outros nutrientes que ajudam no retardo da progressão da enfermidade.


Janaina Machado dos Santos – CRN 5563
Nutricionista. Trabalha com atendimento clínico. Pós Graduada em Gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição e pós graduando em Saúde Pública com ênfase em Saúde da Família. 
Contato: (37) 9108-4658

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